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25 anos.
1 câmera.
1 computador.
Acho que basta.
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Maio 26, 2007
Dureza: nadar chorando e mergulhar nas cebolas.
11:32 AM
Maio 12, 2007
Como dizia Eliot, no inverno as aves vão para o sul.
9:42 PM
Maio 1, 2007
PÃO DE QUEIJO COM DENTES
O relato abaixo não é uma fábula e nem inspirado em uma. Pra dizer a verdade, é uma realidade chocante. Duma veracidade tremenda.
- Matei cinco! Matei cinco!
Cheguei no trabalho vangloriando-me. Também pudera. Ao pôr os pés fora de casa, nem bem andara trinta metros e tinha matado cinco baratas. A primeira estava imóvel na minha frente, semi-viva ou semi-morta, aí dependendo ser o leitor otimista ou pessimista. Foi a mais fácil, fez um plech deleitoso ao meus ouvidos. Na segunda precisei abrir bastante a perna, rodar um compasso num ângulo de mais ou menos cento e vinte graus e pular em cima da inseta (é, barata é feminino). Da terceira tive que correr atrás, uns dois passinhos apressados e ela soou forte na minha sola - splash manarroy. Embalado por esse ritmo alucinante a quarta barata foi coisa de uma epopéia. Ela corria apavorada na quina formada entre um murinho e o chão da calçada. Tentei uma, não deu. Outra vez, nada. Mais uma, e a danada começou a escalada. Daí meus amigos, foi incrível o que se seguiu. Dei um pulo, meio inclinado, no ar no sentido anti-horário, com um pé esfreguei a inseta na parede enquanto o outro pé passava por cima para fincar-se no chão logo em seguida. A quinta barata foi apenas um luxo que me dei, para dar maior monta aos meus já expressivos números da manhã.
Em outras palavras, comecei bem o dia.
No caminho parei e comprei pães de queijo. Três. Caminhei comendo e lendo, até que uma ponta fincou na minha gengiva, parte de trás. Com a língua, tentei catucar. Não consegui muito. Enfiei o dedo no meio da rua na boca. Arranquei de lá um pedaço de dente, e o que é pior, não meu. Joguei fora pensando estranho com o fato. E trinchhh, mais um pedaço de dente entre meus dentes. Parecia uma pedrinha ou coisa assim, mas era dente. Abri um pão de queijo que estava no saquinho e igual ao primeiro, cheio de pedacinhos de dente.
Mandei fora, não que eu seja fresco, mas eu não gosto mesmo de pão de queijo com dentes.
No trabalho falavam novamente sobre o último morto, desta vez num incêncio em um supermercado. Quando falei sobre matar cinco, já sabiam se tratar das minhas insetas e baratas.
1:01 PM
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